sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O primeiro post.



Finalmente, depois de tantos medos e desculpas, eu criei um blog. O que eu mais queria era um vlog no youtube, mas como a aulinhas de inglês, o TOEFL, a monitoria e, obviamente, o TCC não deixariam com que eu fizesse isso direito, eu resolvi adiar esse plano e contar o que eu quero contar através de um blog mesmo.

Antes de mais nada, criar esse blog é uma forma de me rebelar contra eu mesma. Quem me conhece sabe que eu sofro daquela doença chata que atinge boa parte da população, chamada “E se...?”, que me atrapalha tanto nas coisas mais complexas da minha vida até as mais simples. Ou seja, todas as vezes que eu decido que quero fazer alguma coisa, um turbilhão de hipóteses e problemas começam a surgir na minha cabeça, e o resultado disso? Acabo não fazendo o que eu quero fazer por preguiça e, também, por medo de dar errado, do que os outros vão pensar e se eu vou fazer papel de besta. E eu, sinceramente, já cansei de admitir que eu tenho medo do que os outros vão pensar de mim e de deixar de fazer o que eu quero por causa disso.

É óbvio que se colocar numa situação dessa é desconfortável. A cada palavra que eu escrevo aqui consigo pensar em um comentário maldoso ou caras feias para o tipo de blog que eu vou começar a fazer. Mas, ao mesmo tempo, eu estou afastando todas essas sensações de mim e afirmando várias vezes, mentalmente, que eu estou fazendo isso por mim e que eu absolutamente não vou conseguir agradar a todos. Mas eu quero escrever coisas aqui que ainda não vi em outros blogs, quero escrever sobre temas que envolvem a minha vida no geral, pra saber se existe alguém nesse mundo que sente o mesmo que eu. E se não tiver, pode acreditar que eu ainda vou me sentir bem por ter saído da minha zona de conforto e feito algo que eu queria fazer desde sempre, mesmo que dê tudo errado. Já escutou a frase “Você vai ficar mais desapontado com as coisas que deixou de fazer do que com as coisas que fez”? Pois é, todo mundo levando isso como lema de vida a partir de agora.

Muitas pessoas lendo isso aqui podem pensar que eu estou me preocupando demais, afinal é só um blog. Mas todo mundo tem inseguranças e elas podem aparecer nas situações mais simples ou complicadas da vida, o importante é você ter noção de que aquilo pode ser quebrado, de que você pode se sentir mais seguro. Então, com esse simples post de apresentação e um coração acelerado por não saber no que esse blog vai dar, eu digo que já estava mais do que na hora de eu me rebelar contra os meus medos e inseguranças, nem que seja começando pelo mais simples deles.

E você, não acha que está na hora de se rebelar contra você mesmo?

4 comentários:

  1. Nossa que legal!!! Eu confesso que tb tive medo. Eu postei por 9 anos em uma conta mais pessoal, quando resolvi expandir para o blog, bateu uma tensão. Mas com o tempo a gente vai aprendendo a ignorar o famoso: "o que vão pensar", afinal, tem um monte de gente por ai, sem fazer nada que vive a custas de criticar o outro, e que não consegue nem sair do sua própria caverna, que nem vale a pena se abalar. E blogs são sempre lindos hahahaha...

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    1. Ai que lindaaaa! Obrigada por ter vindo comentar! Que legal saber que você passou por isso, porque essa era a ideia, eu ficava com medo de achar que ninguém ia entender e aconteceu justamente o contrário! hehe Seu blog é maravilhoso btw! <3

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  2. Agora você é dona de um blog. Que legaaaal!!!
    Esse "E se?" faz parte de mim. Eu consigo fazer do simples, algo cheios de questionamento, principalmente "e se não de certo?"... Isso acaba, de algum modo, fazendo com que eu perca algumas coisas e oportunidades simples da vida. Por conta disso, espero me libertar desse tipo de perguntar, e ser mais decidida, quem sabe assim, a vida pra mim não fica mais bela.
    A verdade é que nós, não devemos levar em consideração o que todos falam e opnam sobre a nossa vida, nossas escolhas. Espero que você se sinta cada vez mais firme. Vou adorar acompanhar você por aqui! Sucesso, beijooos.

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    1. Ai que bom que você se identificou, no final não era só eu que pensava assim então! Espero que você consiga deixar esse "E se?" de lado e viva mais intensamente! Obrigada pelo apoio e pelos desejos, isso é muito importante pra mim! Beijão

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